domingo, 20 de fevereiro de 2011

V - Os Visitantes estão entre nós

Nunca tive nada contra os remakes. Uma grande ideia, pode e deve sempre permitir uma releitura para que as novas gerações possam vir a conhecê-la.

No caso das séries de TV de aventura científica e graças aos avanços em termos de computação gráfica e videografismo, os remakes podem ficar ainda melhores do que as suas versões originais.

É o caso de V - Visitantes! A série original é de 1983, do período em que eu mesmo celebrava, vinte anos de idade.

Com vinte anos, um rapaz comum bomba adrenalina e busca sensações, entre elas, muita aventura, sensualismo e sexualidade. Na versão remake de V, de 2009, um dos personagens mais importantes, o jovem Tyler Evans (Logan Huffman), filho de uma agente do FBI, se deixa deslumbrar totalmente pela beleza de Lisa (Laura Vandervoort, a supermoça de Smallville), filha da líder das espaçonaves e pela tecnologia arrebatadora dos alienígenas visitantes.

Sim... Esta é a principal premissa da série. O primeiro encontro alienígena da Terra, que começa quando enormes naves espaciais aparecem em mais de 29 cidades, 29 das principais capitais dos países do mundo.

Os visitantes - Os V's - são humanos que sabem a nossa língua (não importa em que parte do planeta estejam) e trazem presentes espetaculares, de cura e tecnologia.

Até os religiosos de todas as denominações se rendem diante de tantos poderes evidenciados, de tanta maravilha e promessas de paz e tranquilidades eternas, num mundo de tanto sofrimento e desilusão.

Eles afirmam através de sua carismática líder mulher, Anna, brilhantemente interpretada pela atriz brasileira Morena Baccarin: "Nós somos de Paz, sempre"!

Todos os elementos da série são muito bem integrados. A trama remete a uma potencial mistura de ficção científica, suspense e drama com uma boa dose de crítica social e política. Até porque é fundamental lembrar que pessoas de todos os lugares, recebem os visitantes como verdadeiros salvadores. Eles praticam o assistencialismo social, em locais onde os governos legamente constituídos deixam a desejar.

Na realidade, eles não são exatamente quem afirmam ser. Por causa disso, uma resistência está em ascensão, determinada a revelar ao mundo, uma verdade chocante. Entre eles, um notável quarteto de heróis: Erica Evans (Elizabeth Mitchell), uma agente do FBI, cujo filho como já afirmei parágrafos atrás, é atraído de forma convicta pelas promessas dos alienígenas; Ryan Nichols (Morris Chestnut), um V pró-humano que engravida sua namorada terrestre; o Padre Jack Landry (Joel Gretsch), católico e ex-capelão do Exército Americano que lutou na Guerra do Golfo Pérsico; e Kyle Hobbes (Charles Mesure), ex-soldado do SAS britânico e mercenário assumido. Eles se juntam a Quinta Coluna, um exército de V's que se rebelam diante da tirania da líder Anna, e que já estavam na Terra há anos.

Na foto ao lado, Ryan, Erica e Kyle

A Primeira Temporada desta série fantástica e imperdível, em DVD, já pode ser encontrada nas melhores lojas do ramo, num box com três discos e 12 episódios. Tenho certeza de que você não irá se arrepender. Os efeitos especiais em CGI são de tirar o fôlego nos monitores de alta definição.

Confira, abaixo, clicando no link, o trailler da Primeira Temporada de V - Os Visitantes, lançada no Brasil pela Warner. Qualquer comparação com a série original de 1983, será mesmo, pra lá de injusta! Mas, bom entretenimento!

V - TV Series - Extended Promo

Crédito das fotos: Divulgação Warner Brasil

domingo, 16 de janeiro de 2011

Galactica - Astronave de Combate

"Battlestar Galactica narra a jornada dos últimos humanos sobreviventes das Doze Colônias do Homem, após a sua aniquilação comandada pelos Cilônios (Cylons). Os sobreviventes são liderados pela Presidente Laura Roslin (Mary McDonnell) e pelo Comandante William Adama (Edward James Olmos), em uma frota de naves, conduzidas e lideradas pela Galactiva, astronave de combate, uma poderosa nave de guerra. Perseguidos pelos cilônios, que planejam exterminar o que restou da raça humana, os sobreviventes viajam através da galáxia em busca da lendária e há muito tempo perdida, décima terceira colônia, a Terra".

A série moderna de 2003, distribuída no Brasil pela Universal, é um remake de uma outra famosa série de TV dos anos 70, criada e produzida por Glen A. Larson.

Segundo a série, os humanos surgiram em um planeta distante chamado Kobol, num passado longínquo. Com o tempo, esse planeta não pôde mais suportar a vida e os humanos, organizados em treze tribos - sendo que uma se perderia das demais (insinuando que esta seria nossa cultura atual) -, tiveram que procurar outro planeta em outro sistema solar.

Milhares de anos depois de estarem instalados em novas colônias, com a evolução, a tecnologia avançou muito e a inteligência artificial usada pelos humanos ganhou status de forma de vida e consciência própria, se revoltando contra seus criadores por achar que estes não davam valor a sua existência Os cilônios (assim chamados em português), acreditavam em um Deus único (monoteísmo) e os humanos em vários (politeísmo), causando conflito entre suas culturas.

Os cilônios então executaram um plano de destruição em massa que reduziu a humaninade (cerca de 12 bilhões de pessoas) a alguns poucos milhares de sobreviventes. Sem alternativas, esses sobreviventes decidiram, sob a liderança do Comandante Adama, procurar por uma lendária décima terceira tribo, que havia deixado Kobol antes das outras doze tribos e havia se dirigido "a um planeta brilhante conhecido como Terra".

O seriado original de 1978 era inovador em sua época por causa da grandiosidade de seus cenários, pelas cenas de batalha espacial (inspiradas em Guerra nas Estrelas - Star Wars) e pelo próprio tema da Humanidade em guerra com outra civilização.

Entretanto, depois de quase três décadas, ele nitidamente se apresenta como uma utopia, mas revolucionou os efeitos especiais em seriados para a televisão, e pela evolução dos enredos e tramas dos filmes em geral e dos filmes para a televisão em particular, especialmente dos filmes de ficção científica.

O remake dessa série é inovador tanto por causa dos efeitos especiais e da concepção de ficção científica adotada em seus enredos quanto por causa dos temas abordados ao longo da minissérie inicial (2003) e dos episódios regulares. É muito mais um seriado dramático com repercussões políticas, religiosas e sociológicas do que apenas um seriado de ficção científica.

O MUNDO ACABOU, A LUTA APENAS COMEÇOU.

Clique no link abaixo e assista a abertura da nova série de Battlestar Galactica:

Abertura da Série Battlestar Galactica

Crédito das Imagens: Divulgação Universal Distribuidora